As Sequelas da Síndrome do Pânico… O que eu Trago de “Cicatriz” dela?

As Sequelas da Síndrome do Pânico… O que eu Trago de “Cicatriz” dela?
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A Síndrome do Pânico deixa sequelas?

Muito se fala de como controlar ataque de pânico, técnicas de enfrentamento para crises de pânico, remédio pra síndrome do pânico, mas até hoje não vi falarem sobre sequelas da síndrome do pânico. Então vamos trazer esse assunto à tona!

sequelas síndrome do pânico
sequelas síndrome do pânico

Embora isso seja um ponto cego para muitos, eu acredito que sim, que a síndrome do pânico pode deixar sequelas irreversíveis. E eu não digo sequelas relacionadas diretamente ligada ao que sentimos em crises, sequelas físicas, e sim de recordações que que podem trazer um sintoma ou outro à tona, ou até todos. Mas calma que vou explicar isso melhor como funciona na prática.

Essas janelas de recordações da síndrome do pânico que surgem é porque vivenciamos esses eventos de forte impacto em nossas vidas, os ataques de pânico, toda aquela sensação de que parece que estamos morrendo, todos os sintomas, mas que é apenas nosso corpo disparando os sintomas para nos proteger porque associamos algo com perigoso, e ele reage para lutarmos ou fugirmos daquele perigo. Eu falo isso com mais profundidade no livro que irei lançar dia 26/02/2016 – O Manual para se Tornar um Ex-portador de Pânico (Você pode receber mais infos dele se cadastrando na minha lista aqui no site)

Hoje eu não sofro mais com a síndrome do pânico, porém, sofro com as sequelas mentais que ela deixou pra mim, e minha experiência de quase morte, contribui ainda mais e me deixa “sensível” aos sintomas de luta x fuga.

Como as sequelas da Síndrome do Pânico funcionam na prática?

Ta, Como isso acontece na prática aqui com o Vini? 

Logo antes de eu desenvolver a síndrome do pânico, eu passei por um evento de forte impacto emocional, que foi uma experiência de quase morte devido à complicações cardíacas da reação adversa de uma mistura de medicamentos para gerar um efeito termogênico e queimar gordura.

E todos aqueles sintomas que senti quando estava com essas complicações, eram semelhantes das crises de pânico, como o coração acelerado parecendo bateria de escola de samba, pressão alta, mãos transpirando frio, fraqueza e confusão mental. E toda vez que eu me lembro daquela experiência dentro da academia, me dá aquele “frio na barriga”, sabe? E esse mesmo frio na barriga, se eu não estiver informado o suficiente, posso achar que é uma crise de pânico novamente, meu corpo vai achar que isso é perigoso e disparar os sintomas de luta x fuga, e novamente, vem a crise de pânico.

Há um tempo, passei por uma situação onde eu estava despreparado. Diante de um excesso de tarefas e compromissos, acordei por volta de 08:00h sentindo um mal-estar no peito (não era dor, era aquela sensação estranha mesmo), sem paciência e isso se prolongou por 6 horas. Lembro de que desci para ir no mercado, sentei na escada do prédio e comecei a chorar sem motivo aparente. Isso às 9 da manhã!

Mais tarde, às 14:00 começou a ficar mais intenso o que eu sentia! Comecei a sentir leves fisgadas no peito, logo me veio à tona o que vivenciei na academia de quase morrer, e lembrei que eu estava passando por um motivo que causa a morte: stress, nervosismo. E aquilo me assustou porque eu lembrei da experiência que tive de quase morrer, e meu coração começou a acelerar, minha pressão aumentou, comecei a ficar agitado e a única coisa que eu queria era ir para o hospital porque na minha cabeça eu estava mesmo morrendo pelo stress, e se não fosse feito algo, poderia dar alguma outra complicação.

Ok. Pedi para minha mãe ir comigo no hospital, ela concordou. Fomos andando até o Hospital Villa Lobos, na região da Mooca. No momento em que escrevo isso, é apenas 1km aqui de casa. Fui com o coração acelerado e sentindo muita fraqueza, além das fisgadas. Estava nítido pra mim que havia algo de errado ali.

Chegando no hospital, fui passado na frente por ser um problema cardíaco até então, mas depois de fazer um eletrocardiograma (ECG), o médico constatou que era apenas stress e nervosismo. Expliquei pra ele o que estava acontecendo.

E após esse relato, como concluo que a síndrome do pânico me deixou sequelas?

Pelo simples fato de unir a cueca com a calça, um fato com outro, e ligar os pontos. Oi? Como assim? Vamos lá que vou enumerar para você entender melhor:

  1. O Vini quase morreu de problema cardíaco em 2013 que geraram sintomas parecidos com o de um ataque de pânico;
  2. Por conta de quase morrer, desenvolveu a síndrome do pânico. (Existem diversos motivos que podem gerar uma síndrome do pânico);
  3. Vini sofreu com ataques de pânico durante 8 meses, de 2013 para 2014, enquanto aprendia a lidar, controlar, ver o que funcionava ou não, estudando horas e horas por dia;
  4. Vini se livrou da síndrome do pânico, meio do ano de 2014, mas as memórias ficaram, assim como a de um relacionamento que termina;
  5. Vini leva sua vida normalmente hoje, faz todas as atividades e cuida de sua saúde em todos os sentidos para não estimular ataques de pânico novamente;
  6. Vini em 2016 começou a ter uma overdose de informação e excesso de tarefas que geraram pouco a pouco um mal-estar nele, que ele ainda não sabia lidar;
  7. Certo dia Vini acordou com um mal-estar, stress, nervosismo e vontade de chorar devido ao excesso de tarefas que ainda não sabia como lidar com eficácia;
  8. No mesmo dia, o mal-estar começou a ficar mais intenso e veio à tona a imagem do Vini que quase morreu na academia devido à complicações cardíacas;
  9. Devido às imagens que o vini resgatou, as janelas de recordações, ele ficou assustado e lembrou/pensou que poderia estar tendo um começo de um ataque cardíaco por conta do stress e nervosismo que causa morte em níveis elevados e os sintomas de luta x fuga começaram a surgir e intensificar ainda mais o mal-estar;
  10. Vini decidiu ir para o hospital, fez um eletrocardiograma e o médico disse que estava tudo bem, era só stress e nervosismo;
  11. Com o exame em mãos, com o coração OK, Vini entendeu que não estava tendo um ataque de cardíaco e que precisava somente aprender como lidar com a overdose de informações e excesso de tarefas;
  12. Vini também aprendeu que stress e nervosismo pode gerar desconforto no peito e mau humor;

Agora a pergunta, o Vini ainda tem síndrome do pânico?

Não! O Vini já colocou na cabeça há mais de um ano que ele não tem mais síndrome do pânico e ele se comporta como tal. Agora se ele ainda tivesse a ideia de que ele é um portador de síndrome do pânico, provavelmente ainda estaria se comportando e falando como tal. Porém, vini tem as sequelas de síndrome do pânico. Podemos colocar de uma outra forma:

Sensibilidade com os sintomas de luta x fuga, os ataques de pânico

Mas, Vini… Todo mundo irá sentir as sequelas da síndrome do pânico?

Eu realmente não sei! Cada um é cada um. Estou relatando minha experiência. Eu espero que você ou o seu colega no qual você está procurando ajuda pra ele, esqueça tudo o que aconteceu e leve a vida normalmente, apenas mantendo o hábito de cuidar da saúde em todos os pilares.

E após eu relatar sobre as sequelas da síndrome do pânico, eu peço que não fique desanimado como se fosse uma sentença de morte, ou coisas do tipo. Fique completamente ANIMADO por ter alguém que já passou pelo o que você está mais propício a passar e se prepare para isso!

Insights desse post:

Agora você sabe:

  • As janelas de recordações do sintoma podem vir à tona facilmente devido à algo que você esteja passando e que lembre o que você passou;
  • stress e nervosismo pode gerar mal-estar no peito;
  • Um eletrocardiograma diz se seu coração está ok, e isso faz você se acalmar, mesmo que ainda esteja desconfortável.
  • Cada caso é um caso, não é todos que sofrerão com as sequelas.
  • Você deve viver sua vida normalmente, mas deve manter o hábito de ter uma vida saudável e cuidar do seu coração, mente e corpo!
  • Você deve colocar na mente que você é um ex-portador de pânico. (Não é falar “Eu não tenho mais pânico”, e sim falar “eu sou ex-portador de pânico”. Há uma diferença neurolinguística nisso. O cérebro não processa a palavra “não”. Ou seja, você acaba reafirmando.

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Vinícius Tadeu.

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